FETAG-PI PARTICIPA DE ATO PÚBLICO PELO DIA DE COMBATE AO TRABALHO ESCRAVO.

O dia 28 de Janeiro é celebrado no Brasil como o dia de combate ao trabalho escravo. A data lembra o assassinato dos auditores fiscais do trabalho, ocorrido em janeiro de 2004, durante uma fiscalização de denúncias de trabalho escravo na região de Unaí (MG).

Em Teresina, na manhã desta quinta-feira (28), o Fórum de Combate ao Trabalho Escravo em conjunto com a Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho no Piauí (SINAIT/DS-PI) e Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho no Piauí (AITEPI), realizaram na sede da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PI, atividades com o intuito de chamar atenção sobre o problema do Trabalho Escravo e mobilizar a sociedade por avanços na erradicação desta prática nefasta que fere a dignidade humana e subtrai a liberdade.

Estiveram presentes no ato público, representantes de diversas entidades, como: Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do Piauí (FETAG-PI); Comissão Pastoral da Terra (CPT); Ministério Público do Trabalho (MPT-PI); Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PI) e Polícia Rodoviária Federal, dentre outros.

O ato se estenderá até o final da tarde (17h), onde acontecerá uma blitz educativa para todos que tiverem interesse sobre o tema.

De acordo com Manoel Simão, Secretário de Assalariados Rurais da FETAG-PI, a data é importante para todos/as trabalhadores/as e assalariados rurais do Piauí e de todo o Brasil, pois é o dia de combate ao trabalho escravo.

“Nós estamos aqui no Piauí realizando o fórum de combate ao trabalho escravo juntamente com a própria federação, fazendo um ato de divulgação do que é o trabalho escravo, de como o trabalhador pode se defender, como deve ser o trabalho e os órgãos que estes devem procurar. Pois ainda, temos muito trabalhador em situação de escravidão no estado e o próprio trabalhador não possui conhecimento dos seus direitos e deveres e as empresas que necessitam dessa mão-de-obra também não tem o cuidado de levar o conhecimento para seus empregados. Inclusive, temos um trabalho muito grande na questão do setor da palha de carnaúba, pois resgatamos nestes últimos 2 anos, mais de 300 trabalhadores escravizados. Temos ainda outros setores, como: a hortifruticultura, pecuária, produção de soja e outros”, comentou.

A presidente da Federação, Elisângela Moura, apoiou o movimento e disse que este é um momento importante para todos os trabalhadores do Piauí e de todo o Brasil.

“O problema do trabalho escravo existe praticamente invisível por algumas empresas e pessoas que se beneficiam com ele. Por isso nos unimos com outras entidades para denunciarmos o trabalho escravo, pois sabemos que existe muito trabalhador que vive em estado degradante, por isso, a necessidade de defender e garantir a manutenção do conceito de trabalho escravo, no código penal brasileiro, para que pessoas que se encontrem nesta situação tenha uma vida digna tanto no campo, quanto na cidade e não percam seus direitos”, ressaltou

Por: FETAG - PI, acessado em 29/01/16, as 11:00 h – Leo Costa.




 

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