Em
Teresina, na manhã desta quinta-feira (28), o Fórum de Combate ao Trabalho
Escravo em conjunto com a Delegacia Sindical do Sindicato Nacional dos
Auditores Fiscais do Trabalho no Piauí (SINAIT/DS-PI) e Associação dos
Auditores Fiscais do Trabalho no Piauí (AITEPI), realizaram na sede da
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego – SRTE/PI, atividades com o
intuito de chamar atenção sobre o problema do Trabalho Escravo e mobilizar a
sociedade por avanços na erradicação desta prática nefasta que fere a dignidade
humana e subtrai a liberdade.
Estiveram
presentes no ato público, representantes de diversas entidades, como: Federação
dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares do Estado do
Piauí (FETAG-PI); Comissão Pastoral da Terra (CPT); Ministério Público do
Trabalho (MPT-PI); Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/PI) e
Polícia Rodoviária Federal, dentre outros.
O
ato se estenderá até o final da tarde (17h), onde acontecerá uma blitz
educativa para todos que tiverem interesse sobre o tema.
De
acordo com Manoel Simão, Secretário de Assalariados Rurais da FETAG-PI, a data
é importante para todos/as trabalhadores/as e assalariados rurais do Piauí e de
todo o Brasil, pois é o dia de combate ao trabalho escravo.
“Nós
estamos aqui no Piauí realizando o fórum de combate ao trabalho escravo
juntamente com a própria federação, fazendo um ato de divulgação do que é o
trabalho escravo, de como o trabalhador pode se defender, como deve ser o
trabalho e os órgãos que estes devem procurar. Pois ainda, temos muito
trabalhador em situação de escravidão no estado e o próprio trabalhador não
possui conhecimento dos seus direitos e deveres e as empresas que necessitam
dessa mão-de-obra também não tem o cuidado de levar o conhecimento para seus
empregados. Inclusive, temos um trabalho muito grande na questão do setor da
palha de carnaúba, pois resgatamos nestes últimos 2 anos, mais de 300
trabalhadores escravizados. Temos ainda outros setores, como: a
hortifruticultura, pecuária, produção de soja e outros”, comentou.
A
presidente da Federação, Elisângela Moura, apoiou o movimento e disse que este
é um momento importante para todos os trabalhadores do Piauí e de todo o
Brasil.
“O
problema do trabalho escravo existe praticamente invisível por algumas empresas
e pessoas que se beneficiam com ele. Por isso nos unimos com outras entidades
para denunciarmos o trabalho escravo, pois sabemos que existe muito trabalhador
que vive em estado degradante, por isso, a necessidade de defender e garantir a
manutenção do conceito de trabalho escravo, no código penal brasileiro, para
que pessoas que se encontrem nesta situação tenha uma vida digna tanto no
campo, quanto na cidade e não percam seus direitos”, ressaltou
Por:
FETAG - PI, acessado em 29/01/16, as 11:00 h – Leo Costa.





Nenhum comentário:
Postar um comentário