
O
plenário do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, estava lotado
com mais de seis mil participantes da 15ª Conferência Nacional de Saúde, entre
delegados(as) e convidados(as). A confirmação da participação da
presidenta Dilma Rousseff no dia do encerramento do evento encheu a atmosfera
do lugar de expectativa. Enquanto uma minoria demonstrava com vaias o desacordo
com a presidenta, a maior parte dos participantes afirmava em alto e bom som:
“Dilma fica, Cunha sai!” e também “Não vai ter golpe!”.
Em
seu discurso, Dilma Rousseff afirmou categoricamente que não cometeu nenhum ato
ilícito que dê base a um processo de impeachment e que lutará com firmeza
contra as ações que pedem o impedimento de seu exercício da presidência. “Quero
continuar a trabalhar pela continuidade das políticas sociais que
caracterizaram o meu governo e do presidente Lula. Enfrentamos todas as
dificuldades de uma crise mundial que agora ocorre no Brasil. Tivemos que tomar
medidas para melhora nossa economia, mas enfrentamos muitos obstáculos e resistências.
Como deve acontecer em uma democracia, as medidas foram votadas pelo Congresso
Nacional. Mas em paralelo com esse movimento saudável da democracia, o governo
federal enfrentou movimentos que questionaram os resultados legítimo da eleição
de 2014”, afirmou a presidenta.
Para
o secretário de Políticas Sociais da CONTAG, José Wilson Gonçalves, a presença
da Presidenta Dilma Rousseff na 15ª Conferência Nacional de Saúde em um momento
tão delicado do cenário político – logo após o presidente da Câmara, Eduardo
Cunha, ter aceitado a análise do projeto que pede o impeachment da presidenta
eleita - tem grande significado, e representa uma demonstração firme da força,
da determinação de Dilma.
“Ela
reafirma para nós o seu compromisso e sua capacidade de enfrentar os problemas
que estamos vivendo no Brasil, e da disposição dela em lutar pelo mandato, além
de representar uma demonstração do compromisso dela com a saúde pública
brasileira. Tivemos grandes avanços e o SUS é modelo para o mundo, mas ainda
temos problemas crônicos e não pudemos ainda construir uma política pública
capaz de atender com igualdade a todos o povo brasileiro, sobretudo as
populações mais vulneráveis, como as populações do campo, das florestas, das
águas, os ribeirinhos, os quilombolas, os negros, os indígenas, as pessoas em
situação de rua – que são pessoas que precisam ser tratadas de maneira igual
pela gestão pública brasileira. Acho muito louvável a presença dela aqui na 15ª
CNS”, afirmou José Wilson.
Por:
FETAG - PI, acessado em 06/12/15, as 13:23 – Leo Costa.
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